A importância da detecção de metal na indústria alimentícia

As correias transportadoras são peças fundamentais na detecção das partículas de metal, que podem inviabilizar o consumo dos produtos alimentícios

A produção industrial de alimentos e bebidas no Brasil segue a padrões e normas rígidas de controle. A falta de segurança sanitária gera sérias consequências e pode colocar em risco toda a produção de uma linha. A fim de extinguir os riscos e garantir que os alimentos estejam sempre adequados ao consumo é essencial seguir um conjunto de medidas de higiene e proteção que devem estar presentes desde o processamento do alimento até o seu transporte e o armazenamento.

A automação industrial trabalha a favor do cumprimento e observação destas medidas, especialmente no que diz respeito aos limites de tolerância para matérias estranhas em alimentos e bebidas. Neste quesito, o maior aliado na inspeção de partículas é o detector de metal, utilizado na indústria para prevenção e controle de qualidade. Este equipamento tem a importante função de localizar pequenas partículas metálicas que poderiam contaminar os alimentos.

Além da indústria alimentícia, outros setores se beneficiam do uso de detectores de metal, como o farmacêutico, petroquímico, extrativista, têxtil, empresas ligadas ao setor primário e outros.

Boas Práticas de Fabricação e a RDC 14/2014

As Boas Práticas de Fabricação (BPF) da ANVISA abrangem um conjunto de medidas que devem ser adotadas pelas indústrias de alimentos, a fim de garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos alimentos com os regulamentos técnicos.

Já as RDCs são resoluções da diretoria colegiada da ANVISA, inseridas e relacionadas ao Programa de Melhoria do Processo de Regulamentação da Agência. Cada uma delas dispõe sobre aspectos específicos da regulamentação.

A Norma RDC 14/2014 trata especificamente sobre as disposições gerais para avaliar a presença de matérias estranhas macroscópicas e microscópicas, indicativas de riscos à saúde humana e/ou as indicativas de falhas na aplicação das boas práticas na cadeia produtiva de alimentos e bebidas, além de fixar os limites de tolerância.

Esta norma se aplica aos alimentos, inclusive águas envasadas, bebidas, matérias-primas, ingredientes, aditivos alimentares e os coadjuvantes de tecnologia de fabricação, embalados ou a granel, destinados ao consumo humano.

A partir desta resolução foram estabelecidos parâmetros legais para gerenciar os níveis aceitáveis de presença de fragmentos:

Seção X – matérias estranhas indicativas de riscos à saúde humana: são aquelas detectadas macroscopicamente e/ou microscopicamente, capazes de veicular agentes patogênicos para os alimentos e/ou de causar danos ao consumidor, abrangendo:

(…)

f) objetos rígidos, pontiagudos e ou cortantes, iguais ou maiores que 7 mm (medido na maior dimensão), que podem causar lesões ao consumidor, tais como: fragmentos de osso e metal; lasca de madeira; e plástico rígido;

g)objetos rígidos, com diâmetros iguais ou maiores que 2 mm (medido na maior dimensão), que podem causar lesões ao consumidor, tais como: pedra, metal, dentes, caroço inteiro ou fragmentado;

Neste sentido, entram com eficiência os detectores de metais de uso industrial, em um papel decisivo no processo produtivo das empresas. Os detectores geralmente são acoplados a esteiras transportadoras e acionam alarmes visuais e sonoros quando detectam partículas metálicas, além de interromperem o funcionamento da esteira ou acionarem rechassadores automáticos do produto contaminado.

Vale lembrar que os detectores são instalados em etapas variadas do processo produtivo e não apenas na etapa final.

Qual a origem destes fragmentos metálicos?

As matérias estranhas são qualquer material que não faz parte da composição do alimento e que podem estar associado à condições inadequadas de produção, manipulação, armazenamento ou distribuição.

Alguns exemplos da origem destes fragmentos ou partículas:

  • Frigoríficos: Pontas de facas utilizadas no corte das carnes e pedaços de agulha usadas na vacinação do animal.
  • Balas/Doces e Chocolates: Lascas de metal, devido o desgaste dos misturadores, prensas e moinhos durante o processo de fabricação.
  • Cereais: Pequenos parafusos, arruelas e porcas que se soltam por vibração, das balanças e selecionadoras de grãos.

Detectores de metal e esteiras transportadoras adequadas

Os detectores de metal são altamente eficientes na identificação da presença de partículas nos alimentos. A aplicação desta tecnologia na indústria alimentícia é bastante complexa. O tamanho e o tipo das partículas que devem ser detectadas são desafiadores e a alta velocidade em que a detecção precisa ocorrer faz o processo se tornar mais complexo. A performance de detecção e corpos estranhos está baseada em três itens: 

  1. tipo de contaminante
  2. tamanho mínimo do contaminante
  3. confiabilidade na detecção

Detectores de metal podem ser instalados praticamente em qualquer linha de produção na indústria alimentícia, associados a esteiras transportadoras adequadas, porém sua performance depende de inúmeros fatores. Em geral, funciona melhor para produto transportado a granel, produto em tubulação ou produtos em embalagens pequenas, sendo indicados em linhas de produção de produtos congelados, massas alimentícias, carnes, refeições prontas, produtos in natura, farinhas entre outros.

O conjunto detector de metais, correia transportadora e sistema de rejeição deve atender aos padrões sanitários para indústria alimentícia, farmacêutica entre outras.

Correia transportadora para detectores de metal

As correias transportadoras ideais para serem aplicadas nos equipamentos de detecção de metal são as correias sem presença de carbono em sua trama, geralmente de uma ou duas lonas, em poliuretano.

Cada detector é calibrado para aferir um grau determinado (de grandes ou pequenas partículas). Por isso, dependendo do tipo de aferição e da regulagem do equipamento, o carbono da correia é detectado. As emendas são outro elemento a ser observado: elas devem estar isentas de quaisquer resquícios de sujidade ou resíduos metálicos.

É importante realizar testes, pois os equipamentos podem variar na calibração e performance.

A VANDERHULST possui algumas opções ideais para essa aplicação. São correias em poliuretano, com certificados do FDA, recomendadas inclusive para o transporte de alimentos desembalados. essas correias apresentam resistência à gordura animal, mineral e óleos vegetais, trabalhando com transferência em faca ou baixos diâmetros.

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