Força, resistência ou estabilidade: o que é mais importante no transporte e processamento de rochas ornamentais?

A importância das correias transportadoras certeiras nos processos de transporte e polimento de mármores e granitos

O Brasil é reconhecido por sua excepcional diversidade mineral, incluindo rochas ornamentais, com destaque para os materiais silicáticos (quartzitos, granitos e rochas similares). A produção e exportação desses materiais, além de ardósia e outras rochas menos comuns, evidenciaram forte evolução, o que reflete a capacidade brasileira de transformar recursos minerais em negócios. 

Atualmente, o país faz parte do grupo dos maiores produtores e exportadores mundiais, com uma grande variedade de rochas: granitos, mármores, quartzitos, ardósia, pedra-sabão, metaconglomerados, serpentinitos, travertino, calcário e outros tipos comercializados nos mercados interno e externo.

O Brasil é o terceiro maior exportador mundial de ardósia (depois da Espanha e China) e o segundo maior exportador de blocos de granito (depois da Índia), bem como o primeiro maior fornecedor geral  de rochas para os Estados Unidos e, especificamente, de chapas de granito para esse mercado. 

Os cinco principais países de destino das exportações de rochas brasileiras, em faturamento, são EUA, China, Itália, Canadá e México.

Balanço de importações e exportações

As exportações de materiais rochosos naturais somaram US$ 490,6 milhões e 988.070,15 t no primeiro semestre de 2019, com variação positiva de 7,31% em valor e negativa de 1,18% em peso, frente ao mesmo período de 2018. Chapas de quartzitos e mármores continuam sustentando preços mais elevados.

Neste período, as exportações de materiais rochosos naturais para os EUA tiveram um aumento de 9% em volume físico e 11,4% em faturamento. O país responde por 62,5% do total do faturamento das exportações brasileiras. 

Mercado capixaba de rochas

Referência em elegância e requinte, os mármores e granitos capixabas embelezam cada vez mais luxuosas construções Brasil e mundo afora.

A extração local começou há cerca de 60 anos, na região de Cachoeiro do Itapemirim, de forma rústica e completamente braçal. De lá para cá, muita coisa mudou: o setor gera 135 mil empregos diretos e indiretos, possui o maior parque de beneficiamento de pedras do Brasil e é o maior exportador de rochas ornamentais do país. Segundo o Sindicato das Empresas de Rochas Ornamentais do Espírito Santo (Sindirochas-ES), o segmento possui 1.650 empresas e responde por 81% das exportações brasileiras, com grande diversidade de materiais. A produção capixaba representa cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) local.

Antes, por falta de tecnologia apropriada, as rochas eram exportadas quase em estado bruto. Mas o setor começou a agregar valor aos produtos e os blocos de mármore e granito cederam espaço às chapas e outras peças polidas, materiais que custam até cinco vezes mais.



Investir em tecnologia e componentes para automatizar os processos vêm sendo a aposta deste segmento. Nesta etapa, entram as correias transportadoras, usadas tanto para transporte quanto para o processamento e polimento das chapas de rochas. Com a escolha de equipamentos certeiros, as perdas são minimizadas e a qualidade final das chapas de rochas aumentam – indo de encontro com a alta exigência do mercado internacional.

Soluções VANDERHULST para a indústria de rochas ornamentais

Aqui, começamos a responder à pergunta deste post: o que é mais importante no transporte e processamento de rochas ornamentais: força, resistência ou estabilidade? O ideal, na verdade, é encontrar tapetes de transporte que reúnam todas estas características.

Os principais problemas enfrentados pelas correias transportadoras utilizadas nas indústrias de rochas ornamentais estão ligadas ao processo robusto encontrado nas lixadeiras, onde as correias precisam suportar o peso e impacto do material. 

Além disso, as emendas precisam ter a espessura regular e perfeita, sem ressalto ou rebaixo, já que qualquer desnível pode ocasionar a quebra das chapas no ato do polimento.

Para evitar desperdício e ampliar a qualidade do processamento das rochas, vale a pena investir em correias transportadoras com alta resistência a impactos e tramas especiais, resistentes a rupturas, que suportem as toneladas da matéria-prima e o esforço do processo.

No caso das lixadeiras, as correias transportadoras especiais para esta aplicação apresentam em sua superfície dentes invertidos, que mantém a estabilidade das chapas e suportam a pressão do processo.

O perfil superior em dentes invertidos proporciona maior estabilidade das chapas de rochas e um melhor escoamento da água utilizada no processo, com resistência a abrasão em função de sua superfície homogênea.

Correia H49-76/34, com dentes invertidos na superfície, para maior estabilidade no transporte

Dentro do nosso portfólio de correias, as mais indicadas para a indústria de rochas ornamentais são:

  • H39-75/4, indicada para polibordas. Largura padrão de 2200mm;
  • H39-76/34, correia de três lonas, indicada para politrizes. Apresentam dentes invertidos em sua superfície, que mantém a estabilidade das chapas durante o acionamento do polimento. Largura padrão de 2200mm;
  • H49-76/34, correia de quatro lonas, indicada para politrizes. Apresentam dentes invertidos em sua superfície, que mantém a estabilidade das chapas durante o acionamento do polimento. Largura padrão de 2200mm;

Algumas características das correias transportadoras indicadas para a indústria de rochas ornamentais são:

  • Alta resistência a impactos e tensões
  • Maior durabilidade no transporte e retificação
  • Dentes invertidos para maior eficácia no polimento
  • Estruturada por 3 ou 4 lonas
  • Instalação em todo o território nacional
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