Impressão digital ou rotocolor? Como a correia certa evita desperdício na indústria de revestimento cerâmico

Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos maiores produtores e consumidores de revestimentos cerâmicos

Quando falamos em protagonismo internacional de produtos brasileiros, dificilmente imaginamos que o setor de revestimentos cerâmicos se destaca. Mas esta é uma realidade. O Brasil ocupa a segunda colocação no ranking mundial de produção e consumo, com exportações para mais de 110 países em todos os continentes. Muito além dos resultados numéricos expressivos, os revestimentos e louças sanitárias brasileiras também de destacam pelo design, beleza e, principalmente, qualidade.

O volume atual da produção brasileira, alavancado em especial pelos resultados da produção do estado de São Paulo, coloca o Brasil à frente de outros produtores tradicionais como a Itália e a Espanha, sendo superado apenas pela China. Segundo dados da ANFACER (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres), em 2017 foram produzidos 790 milhões de metros quadrados. O recorde da indústria foi alcançado em 2014, quando foram produzidos 905 milhões de m².

O setor de revestimento cerâmico no Brasil é composto por cerca de 100 indústrias, distribuídas por 18 estados, com destaque para as concentrações produtivas da região sul, sudeste e nordeste. São Paulo é o estado que reúne o maior número de empresas do setor, representando cerca de 80% de toda produção nacional do segmento.

Processos de fabricação

Os materiais cerâmicos são fabricados a partir de matérias-primas classificadas em naturais e sintéticas. As naturais mais utilizadas industrialmente são argila, caulim, quartzo, feldspato, filito, talco, calcita, dolomita, magnesita, cromita, bauxito, grafita e zirconita. As sintéticas incluem, entre outras, alumina (óxido de alumínio) sob diferentes formas (calcinada, eletrofundida e tabular e tabular), carbeto de silício e produtos químicos inorgânicos os mais diversos.

A cerâmica de revestimento constitui um segmento da indústria de transformação, de capital intensivo, tendo como atividade a produção de pisos e revestimentos. Porém, o gênero de cerâmica é amplo e heterogêneo, o que induz a dividi-lo em sub-setores ou segmentos em função de diversos fatores, como matérias-primas, propriedades e áreas de utilização.

Impressão rotocolor e digital para cerâmicas

Ao longo dos últimos 20 anos, as empresas cerâmicas buscam incessantemente aprimorar suas tecnologias, a fim de manter-se competitiva no mercado mundial. O sistema de decoração mais utilizado na indústria cerâmica é o de rotocolor, entretanto este apresenta algumas limitações que interferem na qualidade e produção dos revestimentos cerâmicos. Sendo assim, está aumentando o número de empresas que estão se adaptando ao novo sistema de impressão por jato de tinta para o processo de decoração de seus produtos.

O ano de 2008 foi denominado “o ano da revolução digital para o setor cerâmico” visto que houve uma expansão muito rápida na decoração de revestimentos cerâmicos pela impressão jato de tinta. Desde então, as possibilidades de impressão digital vêm sendo cada vez mais exploradas, com avanços significativos obtidos nas tecnologias de projeto da cabeça de impressão e na formulação de tintas.

“A impressão digital é sem dúvida a grande revolução das indústrias cerâmicas nos últimos anos. Tanto que hoje é possível criar relevos em superfícies planas. E continuam as tendências em Full HD, que nada mais é que a reprodução fiel de outros materiais”, explica Anselmo Ortega Boschi, professor doutor do departamento de engenharia de materiais e coordenador do Laboratório de Revestimento Cerâmico da Universidade Federal de São Carlos.

Grandes empresas passaram a utilizar esta tecnologia em suas linhas de produção, com objetivo de aproveitar as possibilidades de fabricação de peças com design personalizado ou de alta complexidade através de impressão digital.

Segundo fabricantes, a característica maior é a incrível versatilidade destes dispositivos. Além da questão estética, Boschi afirma que os revestimentos cerâmicos da família slim (com 3mm e 4mm de espessura) representam mais uma evolução, por conseguir atender a todas as características técnicas mesmo com pouca espessura. O tamanho das peças também está se desenvolvendo: há placas de porcelanato, por exemplo, cada vez maiores, com até 120 cm X 120 cm, que permitem criar superfícies com menos rejunte.

Quais as correias transportadoras ideais para a indústria de revestimentos cerâmicos?

A produção de revestimentos cerâmicos apresenta características bastante específicas, que exigem a escolha certeira dos componentes de sua linha de produção, em especial as correias transportadoras.

Por transportar materiais de alta abrasividade e enfrentar processos agressivos, com temperaturas elevadas, as correias transportadoras podem sofrer desgastes precoces e trocas constantes, elevando os custos de manutenção corretiva e impactando na produtividade das linhas.

Outra peculiaridade deste setor é a necessidade de correias transportadoras com emendas homogêneas, sem ressalto, para proporcionar condições ideais nos processos de impressão e estampo, tanto em equipamentos rotocolor quanto digital.

As emendas das correias transportadoras também não podem apresentar níveis rebaixados, já que esta falha pode danificar o piso no momento impressão, quando os revestimentos sofrem uma pressão ao passar pelo equipamento. No momento em que o piso é pressionado sobre uma emenda irregular, invariavelmente se quebra, gerando desperdício.

Correias transportadoras como aliadas da produtividade e economia

Assim como o setor industrial de revestimentos cerâmicos aposta na tecnologia e na inovação para desenvolver novos produtos e funcionalidades, o segmento de correias transportadoras desenvolve projetos específicos para solucionar os problemas enfrentados pela indústria.

No caso dos revestimentos cerâmicos, desenvolvemos soluções específicas para aumentar a vida útil das correias transportadoras utilizadas nos mais variadas aplicações das linhas de produção.

Para minimizar o desgaste ocasionado pela abrasividade dos materiais transportados, uma das soluções indicadas é a aplicação de guias em Hytrel na parte superior das correias transportadoras. O Hytrel apresenta uma resiliência excepcional a impactos, aumentando a vida útil das correias transportadoras em até cinco vezes (em comparação com as correias sem aplicação de guias neste material).

As emendas especiais realizadas nas correias utilizadas pela indústria de revestimento cerâmico minimizam uma série de problemas. As emendas homogêneas, sem ressalto ou rebaixo, proporcionam um processo perfeito de estampo dos pisos, sem falhas e sem danificar as peças que estão sendo impressas. Além disso, as emendas corretas são mais resistentes aos processos de saída de forno, quando o material chega às correias em temperaturas elevadas. Se a emenda não for específica, é prejudicada pela alta temperatura, se rompendo com facilidade e aumentando as paradas não programadas para manutenção.

Correia Transportadora U25-E

Top 3 das correias VANDERHULST para a indústria de revestimento cerâmico:

  • H39-76/4: correia de três lonas em PVC na cor petrol, com aplicação de guias em Hytrel, indicada para transporte de revestimentos cerâmicos e porcelanatos por sua alta durabilidade e resistência a processos abrasivos;
  • H25-74/24: correia de três lonas em PVC na cor petrol, com perfil Basket Weave, indicada para rotocolor. Sua cobertura mantém a estabilidade do produto transportado, mantendo a peça fixa e proporcionando um estampo perfeito;
  • U25-E: correia de duas lonas em PU na cor preta, indicada para impressão digital. Seu método de fabricação garante a homogeneidade da superfície, proporcionando uma impressão digital perfeita. Seu grau de dureza maior (92 Shore) garante mais resistência ao desgaste, ampliando a sua vida útil em relação a outras correias utilizadas no mesmo processo. A VANDERHULST também desenvolveu uma emenda especial, na mesma espessura da correia, para evitar qualquer tipo de desajuste no momento da impressão.
Correia Transportadora H39-76/4

Case de Sucesso: Delta Cerâmica

Um dos cases de sucesso que obtivemos junto à indústria de revestimentos cerâmicos aconteceu na Delta, a maior e mais moderna indústria do setor, localizada no maior centro produtor de revestimentos cerâmicos das Américas, na região de Rio Claro / Piracicaba (SP).

As correias transportadoras utilizadas no processo de transporte do produto acabado sofria muito desgaste, por conta da alta abrasividade do material. A durabilidade média da correia utilizada era de 45 dias.

Nossos especialistas desenvolveram, como solução, a aplicação de um acessório que promovesse maior durabilidade da correia. Na cobertura da correia H39-76/4, aplicamos guias em Hytrel 10×6, em forma de talisca, para que o material a ser transportado pudesse ser depositado sobre elas, sem atingir a superfície da correia. Com isso, a durabilidade média passou a alcançar 180 dias.

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