Indústria de alimentos fecha 2018 com crescimento e geração de empregos

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Setor criou 13 mil novos postos de trabalho e registrou crescimento de 2,08% em faturamento

Em coletiva de imprensa realizada em janeiro, foi divulgado o balanço econômico de 2018 e as perspectivas da indústria brasileira de alimentos para 2019. O evento, promovido pela ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), contou com a participação de João Dornellas, presidente-executivo da associação; e Wilson Mello, presidente do Conselho Diretor.

Os números apresentados registraram que o setor teve um crescimento no faturamento da ordem de 2,08%, alcançando R$ 656 bilhões, somadas as exportações e as vendas para o mercado interno, o que representa 9,6% do PIB, de acordo com pesquisa conjuntural realizada pela ABIA.

“O setor de alimentos é o maior empregador dentro da indústria brasileira. Qualquer crescimento na indústria de alimentos é bastante significativo e a qualidade do emprego gerado é muito importante. Ano passado, houve aumento de 0,21% dos salários dentro da indústria da alimentação”, afirma João Dornellas, presidente executivo da ABIA.

“Estamos em um novo momento da ABIA. A associação carrega uma herança muito forte e sólida em mais de 55 anos de existência, e está antenada com o futuro e as novas tendências. Esse crescimento do setor representa também uma recuperação da economia brasileira e estamos otimistas com 2019”, ressalta Wilson Mello, presidente do Conselho Diretor da ABIA.

Empregos e desempenho

A indústria de alimentos gerou 13 mil novos postos de trabalho em 2018. O total de investimentos em ativos e fusões e aquisições alcançou R$ 21,4 bilhões, registrando um aumento de 13,4%, contra R$ 18,9 bilhões registrados em 2017.

O bom desempenho do consumo no mercado interno se manteve e absorve cerca de 80% das vendas da indústria. O crescimento foi de 4.3%, somando-se o crescimento das vendas no varejo e no segmento de alimentação fora do lar (food service).

Exportações de Alimentos Industrializados

O Brasil é o segundo maior exportador de alimentos industrializados do mundo. O setor exportou para mais de 180 países, o que representou 19,3% do volume total de vendas.

O destaque significativo ficou para a China, que além de ser o principal importador do Brasil, registrou um aumento de 37,6% em relação a 2017. A Holanda apresentou crescimento de 4%, seguido dos Estados Unidos que apresentou crescimento de 3%.

No ano, as exportações apresentaram uma queda na ordem de 9,8%, fechando 2018 em US$ 35,1 bilhões de alimentos industrializados contra US$ 38,9 bilhões registrados em 2017.

Perspectivas para 2019

Com a previsão de implementação das reformas previdenciária e tributária, que resultem em maior estímulo ao empreendedorismo e à produtividade, a expectativa é de recuperação em todos os setores da economia.

A indústria brasileira de alimentos trabalha com a perspectiva de aumento de 2,5% a 3% da produção física (volume), de 3% a 4% das vendas reais e cerca de US$ 40 bilhões nas exportações. Como consequência da expectativa positiva, empregos (diretos e formais) podem crescer entre 2% e 3%.

Números do setor de alimentos

  • O setor da indústria de alimentação é o que mais emprega no país. Formado por 35,7 mil empresas, é responsável por 1,61 milhão de empregos diretos, respondendo por 26,8% dos empregos da indústria de transformação.
  • Investe cerca de 3% do faturamento anual em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), novas plantas, novos produtos e marketing.
  • Representa ainda, em alimentos processados, 50% das exportações do agronegócio de alimentos e 18% das exportações totais brasileiras.

Quer saber mais sobre o desempenho econômico da indústria de alimentos em 2018? Clique aqui.

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